Eram passados seis dias
do mês de dezembro de 2009, o Flamengo se consagrava campeão brasileiro. Um título
que escondia problemas de relacionamento interno, má gestão e se emoldurava,
apoiando-se nas figuras de Petkovic e do técnico Andrade. Adriano Imperador, ídolo
da torcida, já não vivia bons momentos. Pet, em fase final de carreira, era
quem comandava o meio-campo mas nem sempre atuava. O Flamengo vivia dias de
aparência que se acentuaram com a conquista. Tudo foi esquecido pela mídia: a má
gestão, as indisciplinas, os treinadores demitidos, o grupo que se inflava
contra os treinadores e diretoria...
Chegou 2010, e nos pés
do Imperador foi-se a chance de se sagrarem tetracampeões . Jefferson do
Botafogo defendeu o penalty e deu o título ao Botafogo. Adriano – em clima
conturbado – acabou saindo do Flamengo que seria ainda treinado pelo ex-zagueiro
Rogério Baresi e por Silas. Ambos sem sucesso. Pet, outro ídolo, afastado do
grupo, treinava em separado. Despediu-se diante do Corinthians pelo Campeonato
Brasileiro, ainda apresentando um bom futebol. Teve propostas de outros clubes
para seguir, mas preferiu a aposentadoria uma vez que o Flamengo não quis
aproveitá-lo.
O ano de 2011 começou
com Vanderley Luxemburgo e um futebol pragmático porém funcional. Sem vitórias
expressivas, o Clube de Gávea conquistou o Campeonato Carioca – sem vencer
nenhum clássico – e chegou a sonhar com a conquista do Brasileiro daquele ano. Contudo,
o Flamengo naufragou em seus próprios problemas: indisciplinas, má gestão... Os
problemas de sempre, sempre negligenciados ou ofuscados por “grandes” contratações
como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves.
Em 2012, Luxemburgo
entra em litígio com Ronaldinho Gaúcho que seguidamente é manchete nas páginas
que não relacionadas ao Esporte. Noitadas, bebedeiras, falta aos treinamentos e
falta de compromisso foram alegados. Refém da ideia de Marketing criada em
torno de R10, o Flamengo demite Luxemburgo. De quebra, perde Thiago Neves para
seu rival, o Fluminense.
Da equipe que se
apresenta, pouca criatividade e nenhum lampejo do Ronaldinho que se conhece. Nem
de longe lembra os tempos sequer do Milan. Endividado e sem patrocínio, a
mandatária do clube, Patrícia Amorim parece alheia à situação. Nem mesmo o técnico
Joel Santana fugiu à regra, durante 10 dias, não foi visto no Ninho do Urubu. Neste
meio tempo, Adriano Imperador é recebido de “braços abertos” para se recuperar,
o atacante teria que passar por nova cirurgia e pretende retornar aos gramados
com camisa que o consagrou em 2009.
Para ajudar a solucionar
os problemas, Zinho é contratado para gerir o futebol. Ronaldinho – segundo fontes
ligadas ao clube e conforme noticiado em GloboEsporte.com – chega ao treino com
sinais visíveis de embriaguez. Zinho diz que se fosse verdade, seria intolerável.
Joel dá entrevista à
Globo dizendo que apenas Leo Moura se dedica aos treinamentos. O goleiro Felipe
diz que quer permanecer mas que se sente isolado do grupo. Ao mesmo tempo,
crescem rumores da volta do goleiro Bruno [preso por suspeita de assassinato]. O
elenco do Flamengo, visivelmente, rachado se arrasta em campo e perde chances
incríveis de consolidar vitórias e somar pontos preciosos.
O Flamengo de hoje colhe
frutos amargos das escolhas erradas que seguidamente fez desde 2009. A gestão
de Patrícia Amorim, marcada pelo título do Campeonato Brasileiro, parece ter se
contentado apenas com uma conquista de importância. Para um clube com o
potencial do Flamengo é muito, muitíssimo pouco.
Camisa
Rubro-Negra

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