terça-feira, 29 de maio de 2012

A Derrocada Rubro-Negra


Eram passados seis dias do mês de dezembro de 2009, o Flamengo se consagrava campeão brasileiro. Um título que escondia problemas de relacionamento interno, má gestão e se emoldurava, apoiando-se nas figuras de Petkovic e do técnico Andrade. Adriano Imperador, ídolo da torcida, já não vivia bons momentos. Pet, em fase final de carreira, era quem comandava o meio-campo mas nem sempre atuava. O Flamengo vivia dias de aparência que se acentuaram com a conquista. Tudo foi esquecido pela mídia: a má gestão, as indisciplinas, os treinadores demitidos, o grupo que se inflava contra os treinadores e diretoria...

Chegou 2010, e nos pés do Imperador foi-se a chance de se sagrarem tetracampeões . Jefferson do Botafogo defendeu o penalty e deu o título ao Botafogo. Adriano – em clima conturbado – acabou saindo do Flamengo que seria ainda treinado pelo ex-zagueiro Rogério Baresi e por Silas. Ambos sem sucesso. Pet, outro ídolo, afastado do grupo, treinava em separado. Despediu-se diante do Corinthians pelo Campeonato Brasileiro, ainda apresentando um bom futebol. Teve propostas de outros clubes para seguir, mas preferiu a aposentadoria uma vez que o Flamengo não quis aproveitá-lo.

O ano de 2011 começou com Vanderley Luxemburgo e um futebol pragmático porém funcional. Sem vitórias expressivas, o Clube de Gávea conquistou o Campeonato Carioca – sem vencer nenhum clássico – e chegou a sonhar com a conquista do Brasileiro daquele ano. Contudo, o Flamengo naufragou em seus próprios problemas: indisciplinas, má gestão... Os problemas de sempre, sempre negligenciados ou ofuscados por “grandes” contratações como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves.

Em 2012, Luxemburgo entra em litígio com Ronaldinho Gaúcho que seguidamente é manchete nas páginas que não relacionadas ao Esporte. Noitadas, bebedeiras, falta aos treinamentos e falta de compromisso foram alegados. Refém da ideia de Marketing criada em torno de R10, o Flamengo demite Luxemburgo. De quebra, perde Thiago Neves para seu rival, o Fluminense.

Da equipe que se apresenta, pouca criatividade e nenhum lampejo do Ronaldinho que se conhece. Nem de longe lembra os tempos sequer do Milan. Endividado e sem patrocínio, a mandatária do clube, Patrícia Amorim parece alheia à situação. Nem mesmo o técnico Joel Santana fugiu à regra, durante 10 dias, não foi visto no Ninho do Urubu. Neste meio tempo, Adriano Imperador é recebido de “braços abertos” para se recuperar, o atacante teria que passar por nova cirurgia e pretende retornar aos gramados com camisa que o consagrou em 2009.

Para ajudar a solucionar os problemas, Zinho é contratado para gerir o futebol. Ronaldinho – segundo fontes ligadas ao clube e conforme noticiado em GloboEsporte.com – chega ao treino com sinais visíveis de embriaguez. Zinho diz que se fosse verdade, seria intolerável.

Joel dá entrevista à Globo dizendo que apenas Leo Moura se dedica aos treinamentos. O goleiro Felipe diz que quer permanecer mas que se sente isolado do grupo. Ao mesmo tempo, crescem rumores da volta do goleiro Bruno [preso por suspeita de assassinato]. O elenco do Flamengo, visivelmente, rachado se arrasta em campo e perde chances incríveis de consolidar vitórias e somar pontos preciosos.

O Flamengo de hoje colhe frutos amargos das escolhas erradas que seguidamente fez desde 2009. A gestão de Patrícia Amorim, marcada pelo título do Campeonato Brasileiro, parece ter se contentado apenas com uma conquista de importância. Para um clube com o potencial do Flamengo é muito, muitíssimo pouco.


Bruno Velasco
Camisa Rubro-Negra

Nenhum comentário:

Postar um comentário